Planeje como sua oferta chegará ao mercado sem confundir hipóteses, metas e resultados reais. Esta página explica cada visão do Go-to-market e os botões de ajuda da app abrem diretamente o trecho correspondente.
Regra mais importante: metas futuras não são participantes nem resultados. Registre números somente depois que o teste realmente acontecer.
1. Visão geral

Abra a aba Go-to-market depois de criar ou revisar o Lean Canvas. A tela organiza a entrada no mercado em cinco visões:
- Visão geral: mostra o ponto de partida e a prontidão da jornada.
- Hipótese: descreve oferta, público, posicionamento, canais, jornada e preço antes dos testes.
- MVP e testes: define a menor versão que será testada e como o teste acontecerá.
- Resultados: registra números reais, funil, aprendizados e decisões.
- Ajustes: preserva a hipótese inicial e registra o que deverá mudar depois dos aprendizados.
A porcentagem indica quantas partes da jornada possuem conteúdo estruturado. Ela ajuda a localizar lacunas, mas não significa que o mercado já foi validado.
2. Criar uma hipótese com a IA
Na Visão geral, use a caixa Conte como pretende chegar ao mercado. Explique, com suas palavras:
- qual oferta será lançada;
- quem deve comprar ou usar;
- como esse público será alcançado;
- qual será o primeiro teste;
- como você imagina cobrar;
- quais dúvidas ainda precisam de resposta.
Toque em Criar hipótese inicial. A IA usa o Lean Canvas e as referências selecionadas, trabalha em segundo plano e prepara uma proposta separada. Nada é incorporado sem sua escolha.
3. Preencher a hipótese

Na visão Hipótese, registre as crenças atuais nas nove áreas do quadro:
- O que é e por quê: a oferta e a mudança que ela pretende gerar.
- Público-alvo: quem tem maior chance de perceber valor.
- Posicionamento: como a oferta deve ser percebida diante das alternativas.
- Quando irá ao mercado: a janela, condição ou marco para começar.
- Expectativa de resultado: o primeiro sinal que indicará avanço.
- Dados de descoberta: o que já foi aprendido e o que ainda é suposição.
- Canais de comunicação: onde e como o público será alcançado.
- Plano de jornada: como alguém descobre, avalia, testa, compra e continua usando.
- Precificação inicial: como cobrar e qual hipótese de valor será testada.
Cada cartão mostra a origem e o estágio. Antes dos testes, mantenha as novas ideias como Hipótese.
4. Organizar a precificação
A seção Hipótese de precificação separa cinco decisões:
- o modelo de receita, como assinatura ou projeto;
- a faixa ou lógica de preço;
- as referências usadas para pensar no preço;
- o que será testado;
- a principal dúvida que precisa de evidência.
Evite escolher um preço apenas porque parece adequado. Registre como hipótese e teste se o público entende a oferta, percebe valor e aceita conversar sobre pagamento.
5. Definir o MVP

Na visão MVP e testes, descreva a menor experiência capaz de mostrar o valor principal do negócio. Informe:
- nome e tipo do MVP;
- valor que ele pretende entregar;
- dor específica que enfrenta;
- perfil de quem usará;
- o que entra e o que fica de fora;
- link, imagem, vídeo ou demonstração que sirva como evidência visual.
O MVP não precisa conter toda a suíte. No exemplo deste manual, a primeira jornada conecta planejamento, CRM e acompanhamento com agentes, deixando automações avançadas para depois.
6. Planejar o teste de campo
Ainda em MVP e testes, preencha o desenho do teste: período, meta de participantes, perfil desejado, critérios de seleção, canal de abordagem, formato, coleta de dados e cuidados de privacidade.
A Meta de participantes é um objetivo de recrutamento. Ela não significa que essas pessoas já participaram.
Use Quem participou somente depois que o teste realmente acontecer. Registre perfis agregados e quantidades, sem nomes ou dados pessoais desnecessários. Se o teste ainda não ocorreu, deixe essa lista vazia.
7. Registrar resultados sem inventar dados

Na visão Resultados, preencha apenas números observados: mapeados, abordados, respostas, testes, interessados, pilotos, potenciais clientes, conversões, compreensão de valor e discussão de preço.
O funil é calculado automaticamente entre uma etapa e a anterior. Se o teste ainda não aconteceu, mantenha os números em zero. Nunca use uma meta futura como se fosse resultado alcançado.
8. Transformar evidência em decisão
Um aprendizado possui quatro partes:
- Evidência observada: o fato, relato ou comportamento realmente registrado.
- Aprendizado: o que essa evidência sugere.
- Decisão: a próxima ação concreta.
- Estado: validada, ajustar, refutada ou ainda testar.
Uma ideia útil sem evidência pode ser registrada como Ainda sem evidência real e Ainda testar. Assim, a app mantém a hipótese visível sem apresentá-la como verdade.
9. Ajustar a estratégia

Na visão Ajustes, a hipótese inicial continua preservada. Use a estratégia ajustada somente para mudanças apoiadas pelos aprendizados.
Esse cuidado permite comparar o que se acreditava antes do teste com o que mudou depois. Uma sugestão da IA continua como hipótese até que você tenha evidência suficiente para mudar o estágio.
10. Criar o plano de 30, 60 e 90 dias
Cada registro do plano deve trazer:
- prazo de 30, 60 ou 90 dias;
- ação concreta;
- objetivo;
- indicador observável de sucesso;
- estado atual.
Prefira ações que possam ser verificadas. Por exemplo: entrevistar um recorte inicial, testar duas mensagens de oferta, executar uma demonstração guiada e consolidar os aprendizados sobre preço e jornada.
11. Comparar propostas e preparar roteiro

Depois de registrar aprendizados, use Fazer stress test com a IA para confrontar a estratégia pela perspectiva de um comprador cético. A IA deve propor riscos, perguntas e testes rápidos, sem inventar resultados.
Na visão Ajustes, Preparar roteiro com a IA organiza o conteúdo já registrado para apresentação. Lacunas devem continuar visíveis.
Nos dois casos, a proposta aparece separada. Toque em Comparar proposta, desmarque partes inadequadas e aplique somente o que fizer sentido.
12. Cancelar ou reparar uma análise

Ao tocar em Cancelar análise, a app pede uma confirmação. Escolha Continuar análise para voltar sem interromper o trabalho ou Cancelar análise agora para encerrar. A estratégia já salva permanece preservada.
Se uma análise terminar com um problema real, use Resolver esta análise. A app continua a mesma tarefa e preserva os arquivos válidos. Erros internos corrigíveis devem ser resolvidos automaticamente pela própria IA antes de pedir reparo ao usuário.
13. Exemplo completo
O projeto fictício Suíte Negócios IA oferece, por assinatura, apps de planejamento de negócios, CRM, marketing, vendas e acompanhamento. O público inicial é formado por profissionais liberais, MEIs e pequenas empresas que trabalham com equipe enxuta, WhatsApp, planilhas e ferramentas desconectadas.
A hipótese é que uma equipe de agentes coordenados possa executar rotinas de atendimento, vendas, marketing e acompanhamento, mantendo aprovações humanas nas decisões importantes. O primeiro passo não é vender a suíte completa: é testar uma jornada menor, observar o uso real e decidir o que deve mudar.